Coragem para começar, sensibilidade para mudar e sonhos: Nice Confecções
- Rosaura Bastos Bellinaso

- 23 de jul.
- 3 min de leitura

Há trajetórias que se confundem com a própria história do comércio de uma cidade. A de Nice é uma delas. Há 30 anos, ela decidiu empreender em Júlio de Castilhos movida pela paixão pelo comércio, mesmo sem conhecer todos os caminhos que encontraria pela frente.
Ao longo dessas três décadas, enfrentou os próprios medos, conquistou clientes, acompanhou profundas transformações no comportamento do consumidor e encontrou nas redes sociais uma nova maneira de manter viva a proximidade que sempre marcou o seu trabalho.
À frente da Nice Confecções, ela construiu uma empresa, formou uma família e continua fazendo planos. Entre os próximos sonhos está a criação de uma loja virtual, capaz de levar o trabalho desenvolvido em Júlio de Castilhos para novos públicos e lugares. Nesta entrevista ao Mídia Raiz, Janice da Silva fala sobre os desafios de empreender, a força da família, a adaptação ao universo digital e o que ainda deseja construir.
Manter uma loja por tantos anos em Júlio de Castilhos exige coragem, adaptação e muita persistência. Quais foram os maiores desafios que tu enfrentaste ao longo dessa caminhada como comerciante?
Nice: Meus maiores desafios nessa jornada foram, com certeza, enfrentar os meus próprios medos. Comecei sem entender muito sobre o assunto. Eu apenas sabia que queria empreender e que tinha paixão pelo comércio. Outro grande desafio foi conquistar os clientes e, principalmente, conseguir mantê-los ao longo dos anos.
O comércio mudou muito, especialmente com as redes sociais, as compras pela internet e as transformações no comportamento dos consumidores. Como tu tens percebido essas mudanças?
Nice: O comércio está em constante transformação, e eu fui me adaptando ao longo desses anos. Antes da era digital, conquistávamos os clientes cara a cara, por meio do atendimento e do contato direto. Com a chegada das redes sociais, precisei me adequar. Durante a pandemia, encontrei uma ferramenta com a qual gostei muito de trabalhar: as lives. Acredito que, para continuar empreendendo, é necessário acompanhar a evolução do mundo digital e compreender as novas formas de chegar até os clientes.
Enquanto construía a Nice Confecções, tu também construíste uma família e acompanhaste teus filhos seguindo seus próprios caminhos. O que essa trajetória familiar representa para ti?
Nice: A minha família é a base de tudo. Nessa vida de empreendedora, tudo o que faço também é pensando nos meus filhos. Procurei dar a eles um exemplo de trabalho, coragem e empreendedorismo. Ao mesmo tempo, sei que cada um seguirá o próprio caminho, de acordo com suas escolhas.
Depois de tantos anos investindo em Júlio de Castilhos, quais sonhos tu ainda tens para a Nice Confecções?
Nice: Mesmo depois de 30 anos, ainda tenho muitos sonhos e vontade de evoluir cada vez mais. Um deles é criar uma loja online, ampliando o atendimento e oferecendo opções para diferentes gostos e públicos.
O que precisaria acontecer para que mais pessoas permanecessem, acreditassem e investissem em Júlio de Castilhos?
Nice: Acredito que a cidade precisa de mais oportunidades de emprego. Com mais trabalho e renda, conseguiríamos atingir um público maior, fortalecer o comércio local e manter a cidade em constante evolução.
Júlio de Castilhos é feita de histórias como a da Nice: pessoas que acreditam, trabalham e ajudam a movimentar a cidade todos os dias. A próxima trajetória contada pela Mídia Raiz pode ser a da tua empresa. Conheça nossos planos e descubra como transformar tua história em conteúdo.













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