Robson e a missão de levar alegria através da música
- Rosaura Bastos Bellinaso

- 29 de jul.
- 3 min de leitura

Antes de subir aos palcos, animar bailes, domingueiras e festas pela região, Robson Rocha Goulart já encontrava maneiras de fazer música com aquilo que tinha ao seu alcance.
Ainda criança, transformava latas de tinta em tambores, batucava nas classes da escola e cantava pelos corredores. Mais tarde, chegou a improvisar o próprio violão com um latão. O que começou como brincadeira virou caminho, trabalho e, para ele, uma missão: levar alegria às pessoas.
Nesta entrevista à Mídia Raiz, Robson relembra o começo da trajetória, fala sobre os lugares que marcaram sua caminhada e conta como gostaria de ser lembrado pelo público.
Como começou a tua história levando música e animação para os bailes e festas da nossa região?
Robson: A minha trajetória começou desde pequeno. Eu sempre gostei de música, mas, quando era criança, não tinha instrumento. Então inventava uns tamborzinhos com latas de tinta e começava a bater. Quando ia para o colégio, batia na classe e cantava as músicas. Depois, quando fui ficando adolescente, inventei até um violão com um latão. Eu tocava na beirada dos acampamentos onde trabalhava. Mais tarde, consegui comprar um violãozinho e foi aí que a coisa começou de verdade. Fiz uma dupla com o Fábio e depois fui convidado para tocar na Banda Príncipe, dos meus amigos Caio Portela e Chico. Quando o Caio parou com a atividade musical, eu continuei. E sigo até hoje animando o povão, tocando em bailes, domingueiras, salões grandes, salões pequenos e aniversários. Foi assim que começou a minha trajetória.
2. Tu escreveu que acredita que tua missão é levar alegria para as pessoas. Quando foi que percebeu que esse era o teu propósito?
Robson: Comecei a perceber que esse era o meu propósito quando ia tocar nos lugares e via que sempre tinha gente. O pessoal ficava feliz quando me via cantar. Foi aí que pensei: “Esse é o meu dom, essa é a minha missão aqui na Terra: trazer alegria para a galera”. Por isso, quando falece uma pessoa querida, em vez de permanecer apenas no luto, eu prefiro levar alegria. Algumas pessoas me condenam por isso e dizem que eu deveria estar triste ou mais quieto. Mas, na minha opinião, quem partiu já cumpriu o seu dever aqui na Terra e foi feliz enquanto pôde. Quem continua vivo precisa seguir a vida. Isso não significa esquecer quem se foi. A gente deve lembrar das pessoas com carinho e felicidade, recordando o tempo em que elas estavam vivas, mas mantendo a alegria no coração.
Eu percebi que, cantando, consigo transmitir a alegria de que o povo precisa.

3. O Bar da Esquina marcou muita gente e também fez parte da tua caminhada. Que lembrança daquele lugar tu guarda com mais carinho?
Robson: O Bar da Esquina marcou a minha vida e também a história do bairro.
Eu tive participação naquela caminhada, dando ideias, incentivando que o lugar crescesse e que fosse feito algo ainda maior para receber o pessoal. Por isso, guardo muito carinho por aquela casa. Ela fez parte da minha trajetória e de muitos momentos vividos pela comunidade.
4. O que tu gostaria que as pessoas lembrassem de ti quando pensarem no Robson daqui a muitos anos?
Robson: Eu gostaria que as pessoas lembrassem da minha alegria e dos momentos bons que vivi com o público. Quero que lembrem de mim animando o pessoal, sempre alegre e sem levar tristeza para o salão. E, no dia em que eu não estiver mais aqui, quero que lembrem de mim com alegria e felicidade, pela missão que desempenhei. Eu gosto das pessoas e sempre fui muito bem tratado enquanto estive com elas. Por isso, não quero que lembrem de mim com tristeza. Quero que pensem: “O Robson fez o que podia, fez a parte dele”. E que permaneçam as lembranças boas.



É isso aí 👏🏼👏🏼👏🏼