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Patrícia Zasso prova: recomeçar é possível

“Eu precisava viver o meu próprio sonho”: a história da farmacêutica castilhense, Patrícia Volcato Zasso que deixou 21 anos de laboratório para recomeçar aos 44 nas terapias integrativas. Entre fé, coragem e propósito, Patrícia Zasso fala sobre a decisão de abandonar uma carreira consolidada para transformar vidas através das terapias holísticas em Júlio de Castilhos.

Patrícia Zasso prova: recomeçar é possível

Existe um momento na vida em que a estabilidade já não é suficiente.Quando o salário, a profissão consolidada e a rotina deixam de preencher aquilo que acontece por dentro. E foi justamente nesse ponto que a castilhense Patrícia Zasso decidiu recomeçar. Depois de 21 anos dedicados ao laboratório de análises clínicas, atuando tanto na área técnica quanto na gestão, Patrícia tomou uma das decisões mais difíceis da sua trajetória: deixar para trás uma carreira construída ao longo de décadas para iniciar do zero no universo das terapias integrativas e holísticas.


A mudança aconteceu em meio a questionamentos pessoais profundos, dores, reconstruções internas e uma busca cada vez maior por propósito. Aos 44 anos, ela escolheu enfrentar o medo do desconhecido para viver algo que, segundo ela mesma, fazia mais sentido para sua alma.


Hoje, através de atendimentos integrativos, terapias manuais, Reiki, Head Spa, Barras de Access e outros processos terapêuticos, Patrícia vem construindo uma nova história em Júlio de Castilhos, uma caminhada marcada por coragem, espiritualidade, acolhimento e transformação pessoal. Em entrevista à Mídia RAIZ, ela falou sobre o peso emocional da mudança, os preconceitos que ainda existem em torno das terapias holísticas, o desafio de começar novamente depois dos 40 e a importância de confiar na própria intuição mesmo quando tudo parece incerto.


1. Depois de tantos anos trabalhando dentro de um laboratório de análises clínicas, em que momento tu percebeu que queria mudar completamente de área?

Foram 21 anos dedicados exclusivamente ao laboratório de análises clínicas, atuando tanto na execução de exames quanto na gestão e administração. Foi uma trajetória muito importante para mim, de muito aprendizado e dedicação.

Mas, depois de alguns contratempos pessoais, comecei a me questionar mais profundamente sobre propósito e missão. Eu sentia que precisava de algo que me trouxesse uma satisfação mais plena, uma conexão maior com aquilo que eu acreditava estar vindo ao mundo para fazer.


E, naquele momento, o laboratório já não fazia mais sentido para mim da mesma forma. Por ser uma empresa familiar, eu tinha a sensação de estar vivendo um sonho que não era exatamente o meu. E eu queria descobrir e viver o meu próprio sonho.

Foi então que comecei a conhecer as terapias integrativas, iniciando pela auriculoterapia. E, a partir dali, vieram vários cursos e formações que só reforçaram ainda mais que eu estava no caminho certo: Reiki, formação em Terapeuta Manual Integrativa, Terapeuta Head Spa, Terapeuta Craniana, Barras de Access e outros processos do Access Consciousness.


Cada formação foi ampliando não só o meu conhecimento, mas também a minha conexão com as pessoas e com o propósito que eu buscava viver.


2. Como foi emocionalmente tomar a decisão de deixar uma profissão já consolidada para começar do zero no universo das terapias integrativas?


Realmente foi começar do zero. Sou farmacêutica de formação e me dediquei exclusivamente ao laboratório durante todos aqueles anos. Então, tomar a decisão de deixar uma profissão e uma empresa já consolidada não foi algo fácil.


Vieram muitas dúvidas, questionamentos e até julgamentos. Afinal, era uma mudança muito grande, uma transição de carreira aos 44 anos, saindo de uma área totalmente estruturada para um universo completamente novo para mim.


Mas, ao mesmo tempo, existia dentro de mim uma certeza cada vez maior sobre o meu propósito e sobre o desejo de viver o meu próprio sonho, ajudando as pessoas de uma forma mais integrativa e acolhedora.


Então, mesmo com os medos e inseguranças, eu segui em frente. Sempre muito amparada pela minha fé, pela minha espiritualidade e pela confiança de que eu estava no caminho certo.


3. Trabalhar com terapias holísticas ainda gera muitos preconceitos ou dúvidas, principalmente em cidades menores. Como foi conquistar confiança e espaço em Júlio de Castilhos?


Acredito que ainda exista bastante preconceito e também muitas dúvidas em relação às terapias holísticas, principalmente em cidades menores. Mas eu tive algo muito importante ao meu lado durante essa transição: a credibilidade construída ao longo da minha trajetória profissional.


Por eu ser farmacêutica e já ser conhecida em Júlio de Castilhos pelo trabalho sério, ético e responsável que desenvolvi durante tantos anos no laboratório, as pessoas já tinham uma confiança muito grande em mim. E isso fez diferença nesse processo.

Então fui conquistando meu espaço aos poucos, divulgando meu trabalho de forma muito natural e mostrando, através da prática, os inúmeros benefícios das terapias integrativas e holísticas.


Com o tempo, as pessoas começaram a vivenciar os resultados, indicar umas às outras e confiar cada vez mais no meu trabalho. E hoje fico muito feliz porque, além dos pacientes, também construí muitos vínculos, amizades e conexões especiais através dessa caminhada.


4. Hoje, olhando para a Patrícia que começou essa transição há um ano e meio, o que mudou na tua vida além da profissão?


Realmente, essa transição começou há cerca de um ano e meio, mas o meu espaço foi inaugurado há apenas oito meses. Então tudo ainda é muito recente, mas, ao mesmo tempo, representa uma das mudanças mais importantes da minha vida.

A Patrícia de hoje é completamente diferente. Foi um processo que me fez encontrar forças e coragem em lugares que eu nem sabia que existiam dentro de mim.


Aprendi a fortalecer ainda mais a minha fé, a confiar mais nos meus sonhos, a correr atrás daquilo que eu realmente desejava viver. Também me tornei uma pessoa mais espiritualizada, mais conectada comigo mesma e com o propósito de ajudar o outro.


E foi uma transformação que foi muito além da profissão. Foi uma mudança interna, profunda e constante. Porque o autoconhecimento, a evolução e o crescimento pessoal são processos contínuos enquanto estamos vivendo essa vida.


5. Que conselho tu daria para mulheres que sentem vontade de mudar de carreira, empreender ou recomeçar, mas têm medo de sair daquilo que já conhecem?

Coragem, fé, vontade de mudar e ação. Acho que esse seria o principal conselho que eu daria. Muitas vezes, sair da zona de conforto assusta, porque o desconhecido gera medo. E isso é natural. Mas é justamente quando temos coragem de dar esse passo que começamos a viver algo extraordinário.


O medo da mudança pode existir, sim. Eu também senti isso. Mas a sensação de olhar para trás e perceber tudo o que foi conquistado faz tudo valer a pena. É um sentimento de realização muito grande.


Então, eu diria para as mulheres acreditarem mais nos seus sonhos, na sua intuição e na sua missão de vida. Não tenham medo de recomeçar, independentemente da idade ou do momento da vida. Às vezes, a mudança que mais assusta é justamente aquela que vai nos aproximar da nossa melhor versão.



1 comentário

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Rodrigo Mendes
18 de jun.
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Que entrevista linda. Ler a sua trajetória é perceber que coragem não é ausência de medo, mas a decisão de seguir o que faz sentido para a alma.


Sempre admirei a sua inteligência, a sua força e a forma como você conduz a vida. Você construiu uma história de sucesso como empresária e teve a coragem de assumir as rédeas da própria vida para seguir um caminho alinhado ao seu propósito.


Hoje, através das terapias integrativas, você continua transformando vidas, acolhendo pessoas e deixando sua marca no mundo. Isso é para poucos.


Você é uma mulher gigante, inspiradora e daquelas pessoas que passam pela vida dos outros para fazer a diferença. Tenho um carinho enorme por você e uma profunda…


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