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Restaurante da Maria em São João dos Mellos

O restaurante da Maria, em São João dos Mellos, resgata o sabor, a memória e o turismo rural de Júlio de Castilhos. Tem lugares que vão muito além da comida. São lugares que carregam história, afeto, memória e aquele sentimento difícil de explicar, mas fácil de sentir. E foi exatamente isso que encontramos neste sábado, dia 23 de maio, no tradicional restaurante da Maria, em São João dos Mellos, interior de Júlio de Castilhos.



A convite do vereador José Wairich e demais amigos que participaram do encontro, passamos uma tarde especial conhecendo um dos lugares mais acolhedores do interior castilhense. Logo na chegada, fomos recepcionados com simpatia pela dona Maria e pelo esposo Senhor Zancan, que rapidamente transformaram um simples almoço em uma verdadeira experiência de turismo rural, memória e conexão com as raízes da nossa terra.


Ao lado da igreja de São João dos Mellos está um antigo moinho, carregado de história para muitas famílias da região. E ali existe também uma ligação afetiva da minha própria família com aquele lugar: o moinho foi construído pelas mãos do meu avô paterno, Elísio Walter Bellinaso, mais conhecido como Lídio Bellinaso. Durante a conversa, o esposo da dona Maria relembrou histórias antigas da comunidade e até comentou, de forma bem-humorada, que o Lídio “gostava de uma cachacinha”, arrancando risadas e trazendo ainda mais vida para as memórias daquele tempo.


Foi impossível não sentir o quanto o interior preserva histórias que seguem vivas nas pessoas, nos lugares e nas conversas simples de uma tarde de sábado.

O restaurante da Maria entrega exatamente aquilo que o turismo rural deveria preservar: simplicidade, comida feita com verdade e um ambiente que desacelera a correria da cidade.


O almoço foi farto, saboroso e cheio daquele gosto de comida colonial que remete à infância e às mesas de família. A sobremesa também merece destaque. E, claro, ninguém foi embora de mãos vazias. Na bagagem vieram compotas de pêssego, doce de abóbora, chimia e o já famoso agnolini da dona Maria, que muitos moradores da região fazem questão de garantir especialmente agora no inverno.


Além do restaurante, o passeio ainda incluiu uma visita à bela igreja da comunidade e ao conhecido Jardim das Esculturas, um espaço encantador que mistura arte, natureza e paisagem rural em um dos cenários mais bonitos do interior castilhense.

E justamente isso que mais impressiona: perceber que tudo isso está tão perto da cidade. Em poucos minutos saindo de Júlio de Castilhos, é possível viver uma experiência completamente diferente, respirar ar puro, conversar sem pressa, conhecer histórias e valorizar quem mantém viva a essência do interior.


Em tempos em que muitas pessoas buscam turismo em lugares distantes, São João dos Mellos mostra que às vezes o que mais precisamos está logo ali, na comida feita no fogão, na conversa simples, nas paisagens do campo e na memória de quem construiu nossa história.


Mais do que um almoço, a visita ao restaurante da dona Maria foi um lembrete importante: o interior de Júlio de Castilhos tem potência turística, cultural e afetiva. E merece ser vivido, valorizado e divulgado. Preservar o interior também é preservar quem nós somos.


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